quinta-feira, 12 de abril de 2012

ALMA IMORAL


Ah essa alma indomável...
Caprichosa e sem pudor.
Não se preocupa, desfruta.
Alma mitológica, coletiva.

Nossa alma recôndita e impalpável.
Diáfana, misteriosa e subversiva.
Oh alma imoral!
Nos serve de álibi essa bandida..

Para a libertação do corpo traído e traidor.
Não há pecado nos domínios da alma.
Toda vontade é acolhida!

Sonhos e desejos descarados 
Passam sem censura, desnudos e desatados.
Na vigília a farsa é natural.
Na poesia onírica todos pecados serão perdoados.

Nossa melhor porção que nos resguarda e acalma.
Na alma não há o grilhão do julgamento.
Arde, queima, incendeia a vida reprimida
Desapegada alma que dispensa o tormento

Incorpora  de vez e nos insere nesta tântrica dança.
Subverte os códigos há muito tatuados.
Anula os sensores do superego e nos faz criança.

Ah essa Inconsequente safada!
Arranca as raízes repressoras do juízo.
E nos concede enfim a chave do paraíso!

Nathalia Leão Garcia

Rio, 12/04/2012





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