segunda-feira, 2 de abril de 2012

BALADA TRISTE



                                                  
Meu amor é feito de pressentimentos.
Do intangível e do imponderável.
Da  promessa que nunca se cumpre.
Da matéria morta, divorciada da luz.
Dos fantasmas e sofismas.
Do discurso vazio.
Morro de saudades de tudo que não foi...
Meu amor segue pegadas incertas.
Numa caçada inglória.
São apenas rastros farejados.
Um perfume exalado displicentemente.
Alguma coisa etérea e diáfana.
Resta um gosto amargo.
A espera vã.
O ninho vazio.
A cama desfeita.
O corpo inerte.
A sede dos desertos.
A fome dos Oceanos.
Nesta noite insone, o som da chuva rasga os céus.
Descortina o dia embrulhado em cinza.
Um cenário  desprovido de sentimentos.
Árido, estéril.
Hoje eu não quero levantar!
Vou me envolver nos véus da solidão.
Vou me esconder nos confins da noite!
Negar toda a vida sem sentido.
Vou me abandonar neste não ser.

Nathalia Leão Garcia
Rio, 13-02-2012



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REFLEXÕES SOBRE A VIOLÊNCIA

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