segunda-feira, 30 de abril de 2012

À FLOR DA PELE



Todos os sentidos se encontram à flor da pele
Nesse espaço repleto de ilusão.
O silêncio povoa os meus desertos.

Há vastos terrenos onde o campo está minado
Enfrento o vazio das multidões
Procuro pelo tumor mal curado.

Palavras se esvaem aos milhões
Esperam ansiosas pelo trem
que as levará por caminhos incertos.

Dores antigas mandam recado
Minha solidão está aberta à visitação.
Precisa encontrar sentido, ser devassada
Quer preencher seus quartos, ser habitada.

Vende-se o último lote descampado!
Sem drama ou sofrimento inútil.
Expõem-se feridas abertas aos curiosos olhares.
Despe-se a máscara e o discurso fútil.
A alma solitária apela por compaixão.

Nathalia Leão Garcia
Rio, 30 de abril de 2012



REFLEXÕES SOBRE A VIOLÊNCIA

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