quarta-feira, 9 de maio de 2012

ATROZ E ATRIZ


Aprendi a povoar minha solidão.
Escrevo pros meus amigos imaginários
Os mesmos companheiros fictícios da infância.
Vivo em ponto de mutação.
Sou camaleoa, me desgoverno.
Em busca de abrigo para minha paixão.

Meu sem sentido espera um olhar
Que me empreste alguma ordem.
Que me acolha as contradições.
Espero a conciliação dos impossíveis
Alguma coisa que legitime a minha loucura.
Mas que não tente me explicar.

Me exponho até a extrema brancura.
Não sou beata nem peço licença.
Vivo no limite, por um triz.
Aceito que a mudança me faça eterna criança.
Bom humor, inteligência e uma pitada de pimenta.
Pra eu ser na vida sempre aprendiz.

Nathalia Leão Garcia
Rio, 10 de maio de 2012



CONFISSÕES DE UMA REJUVENESCENTE

Na eminência dos 50 anos revigorada Ainda tento colher minhas memórias reticentes A desorganização do meu ser em desalinho esparramad...