sexta-feira, 8 de março de 2013

SINFONIA INSANA



Sou como as tempestades
Adormeço as calmarias
Anoiteço as tormentas
Ah se eu pudesse manter a temperatura!
Escolher os temperos!
Conter sensações
Burilar os turbilhões
Prender o medo nos porões!
Inconsciência inconstante
Sou meio mutante
Inesperada e instável
Sujeita a chuvas e trovoadas
Raios de sol e luar
Arco íris de paixão
Sou fogo de palha
Quando se espalha
ninguém junta!
Não me rendo
Varo noite adentro
Travando batalhas incontáveis
Sonhos delirantes
Onde está a minha fé?
Por onde erro nos caminhos?
Por que não me acho nos atalhos?
Destrono o meio mais fácil.
Enalteço as tortuosas trilhas.
Descontroladamente insignificante
Intolerante e detestável
para o que considero ignóbil!
Não são puros os meus dias
Não são audíveis os meus ais!
Que me perdoem as intempéries!
Sou contradição e contramão
Quixote por desvarios em série!
Luta inglória e dúbia.
Não sou vulgar nem singular
Sou plural e incomum.
Bárbara mas não banal.
Violenta e brusca como ventania
que debulha os trigais
e desperta as gargalhadas
Insana como a volúpia.
Desatino com o grito incessante
Que me faz fera ambulante.
Indubitavelmente fullgaz!

Nathalia Leão Garcia
Rio, 08 de Março de 2013 

















UNICÓRNIO E SEREIA 

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