sexta-feira, 5 de setembro de 2014

DESAGUAR SEM FIM


A menina de 18 anos que fui um dia
intrépida e carregada de certezas.
habita ainda os meus confins.
É minha conselheira por ironia.

Sou a versão que emergiu das correntezas
Sou como um rio de muitos afluentes e atalhos.
Esses braços são navegáveis e calorosos.
Perdi pelo caminho as certezas.
Me traio pelos atos falhos.

Sobrevivi aos abalos e dias chuvosos.
Aprendi a me salvar.
Já não espero no fim da tempestade
a minha mãe Búlgara vir me buscar.

Na minha história não tem príncipe
A madrasta é um anjo de bondade
Uso a poesia  pra me proteger .
A cada passo exercito o desapegar
dos medos que me paralisavam.

A gente é feito pra sonhar!
A gente não é feito pra temer, 
mas pra caber no mar!


Nathalia Leão Garcia
Rio, 05 de setembro de 2014


CONFISSÕES DE UMA REJUVENESCENTE

Na eminência dos 50 anos revigorada Ainda tento colher minhas memórias reticentes A desorganização do meu ser em desalinho esparramad...