sexta-feira, 29 de abril de 2016

SOU GRATA POR PARTILHAR DO PONTO DE LUZ .


Há 3 anos atrás eu agradecia pela graça de ver meu filho Giovanni trilhando novos caminhos pelas suas próprias iniciativas. Em 2013 ele estava começando à Faculdade de Publicidade na UFF. Tudo às mil maravilhas e ele este ano resolveu fazer intercâmbio em Portugal e bateu asas, voou para seu grande vôo solo, viajando e morando sozinho por um semestre inteiro no mundo! Hoje agradeço ao meu marido Alexandre Lima pela maravilhosa possibilidade de encontrar meu filho e nos aventurarmos juntos na Europa pela primeira vez! Saudades e orgulho por sua coragem e sua atitude de desbravar o exterior!
Doces sonhos realizados com muito suor, empenho e lágrimas! A vida é todo dia! O amor vence as barreiras do medo e a fé nos dá coragem pra nunca desistir! Esta é a minha mensagem para as mães e filhos para que vivam esse amor maior! Agradeço a graça de passar este dia das mães com meu filho em Barcelona!


Repasso a mensagem que há 3 anos atrás escrevi para agradecer pelo meu filho nas proximidades do dia das mães de 2013!

• "Seus filhos não são seus filhos. São os filhos e filhas da Vida desejando a si mesma. Eles vêm através de vocês mas não de vocês. E embora estejam com vocês, não lhes pertencem. Vocês podem lhes dar amor, mas não seus pensamentos, Pois eles têm seus próprios pensamentos. Vocês podem abrigar seus corpos mas não suas almas, Pois suas almas vivem na casa do amanhã, que vocês não podem visitar, nem mesmo em seus sonhos. Vocês podem lutar para ser como eles, mas não procurem torná-los iguais a vocês. Pois a vida não volta para trás, nem espera pelo passado. Vocês são o arco de onde seus filhos são lançados como flechas vivas. O arqueiro vê o alvo no caminho do infinito, e Ele curva vocês com Seu poder, para que suas flechas possam ir longe e rápido. Deixem que o seu curvar-se na mão do arqueiro seja pela alegria: Pois mesmo enquanto ama a flecha que voa, Ele também ama o arco que é firme.”- The Prophet (Nova York: Alfred A. Knopf, 1951), págs. 17-18.

Li pela primeira vez o Profeta de Khalil Gibran quando tinha em torno de 12 ou 13 anos e tornou-se meu livro conselheiro, meu companheiro inseparável! Fui uma garota muita só, com meus pensamentos e questionamentos infindáveis. Eu partilhei este ponto de luz num momento muito especial da minha vida em que estou vivendo na pele, o meu único filho Giovanni que fez 18 anos em 19 de fevereiro, acaba de ingressar na Universidade, passou em 1o. lugar no ENEM para Publicidade no UFF. Acompanho maravilhada e orgulhosa a conquista de espaços do meu filho. Sinto que o criei para o mundo, ele tem capacidade de se desembaraçar, buscar seu caminho e está radiante! Sinto-me abençoada por esta imensa graça de ver meu filho bem equipado para alcançar seus objetivos e ser feliz! Sinto-me feliz como só uma mãe pode ser com a generosidade de entregar seu filho ao mundo para que alce voos de liberdade, alcance distâncias e possa comemorar a vida na sua expressão mais pura! Nascemos para sermos felizes! Sinto-me orgulhosa e grata por ter ajudado meu filho a aprender a decidir e a se lançar nesta aventura de busca de seus significados. A diferenciação e o crescimento pressupõem não a ausência de vínculos, falta de afeto e distanciamento, mas antes, a afirmação do amor maior, precisamos respeitar as escolhas de nossos filhos e apoiá-los para que sigam na estrada das descobertas com confiança. Divido isto com outras mães e filhos principalmente nesta época que se aproxima da comemoração do dia das mães! Beijos!

Nathalia Leão Garcia 

Rio, 29 de abril de 2016.


segunda-feira, 18 de abril de 2016

DIA SEGUINTE

No dia seguinte à votação na Câmara dos Deputados em Brasília em que passou o processo de admissibilidade do Impeachment da Dilma, falo da melancólica e patética posição de uma presidente acuada e isolada que manifestamente é repudiada por todos e até pelos seus pares. O seu grande mentor a abandonou. Esse abandono e repúdio se deve a postura deste desgoverno de se dirigir somente aos que nela votaram ignorando e insultando a grande maioria dos brasileiros que não são seus eleitores como eu. Quanto aos que nela votaram, também foram brindados com mentiras e trapaças que resultaram na descrença geral. Mantras repetidos à exaustão sobre bestialidades e absurdos que rondam à insanidade! Coleções de desculpas e de culpados eleitos para assumir a responsabilidade pelo próprio fracasso. Chegamos ao cúmulo de uma estranha divisão do povo, muros plantados pelos ditadores bufos! A paga foi essa! Pobre de nós que precisamos da massa de corruptos políticos para afiançar o processo de limpeza no poder! Na falta de heróis contamos com os vilões!

No dia seguinte, falo de angústias que todos vivemos! Foi difícil passar o dia de ontem que parecia não ter fim. Muitas ameaças e pressões para amedrontar quem se dispunha a participar nas ruas que são nossas e não foram palco de confrontos e sim da livre manifestação de um povo que compartilhou. Aqui no Rio pelo menos não houve confronto. Vamos continuar partilhando igualmente o ônus e os danos das escolhas já feitas.

No dia seguinte acredito que somos maiores hoje porque aprendemos mais essa lição. Temos que conviver com as diferenças e lutarmos juntos por um Brasil melhor que mereça seus filhos! Estou rouca de gritar e cantar aos altos brados o hino nacional. O nosso hino de liberdade que embalou os sonhos nas cores dos nossos desejos que incluem verde, amarelo, azul, branco e vermelho da pluralidade. A democracia tem muitos matizes,  mas no fim o que todos querem é um país mais inclusivo e unido para fazer o melhor! Queremos trabalho, educação, saúde, crescimento econômico, segurança e direito à cidadania.

No dia seguinte precisamos pensar sobre este momento crítico político assumindo às nossas responsabilidades e elevando o nível de discussão. Há muito que fazer ainda para atingirmos respeito e cidadania na política. Ontem foi uma maratona, torcemos e expurgamos o nosso repúdio a essa lama toda que encobre o Brasil. Temos que assumir o comando das nossas vidas, é papel de todos nós participarmos da sociedade! #ChegaDeDesrespeito

Nathalia Leão Garcia
Rio, 18 de abril de 2016.





quinta-feira, 14 de abril de 2016

NOTHING LIKE THE LIGHT



Nothing we know protects us from life's surprises
Love is to abandon yourself to the taste of excitement.
Capricious dance of love and pain.
You think their mission was accomplished?
Better to say that the road is long.

The way is uncertain,
Rough  terrain, rugged backcountry.
Blind guide us along the path perceived
We crossed rivers and minefields.

Where are our sensors?
Many questions are gifts that free us.
We welcome our concerns.

We chose to let go of certainties
Many excuses are barriers that limit us.
Taking the blame
is giving yourself too much importance.

Take yourself too seriously
departs from the heart of passions.
The song blowing in the wind
teaches us to live untied.

Denude the soul,
put off mishaps blunted.


Inhale and exhale the blue crudities.
Loosens and throw open the windows
to the entry of light.



Nahalia Leão Garcia
January 15th , 2013




TRIBUTE


My soul cries out for light
Desperately lonely soul
Debugs poisons
Forgive the sins

Collapses in the corners
Lost in the alleys

My obscene verses
Blaspheme, slander
Annoy, mislead.

Don´t rely on the wind!
Don´t rely on time!
Abandon the illusion!

Nothing can rescue you
from the ignorance´s darkness.
Poor lost soul!
Gasp in clouds.

The delicate sound of thunder.
dethroning virtues
Devastating hope

Whispers of terror
rebel resistance

Not shown!
No one denies!

Just struggling against the rocks.
Stones that insist on blocking
ours routes.

That obscure desire´s object
Envied, worshiped
dust that turns dreams.

I ask only peace
And that a feeling
can answer this point
In its tortuous lines.

Melting glaciers
Open up this jungle clearings
Wild forest dead end  
To be up creek.

Surviving the bumps and hiccups.
In a Homeric battles!


This feeling could
show me an answer
In its sinuous lines.

Wearing my fragility
with tissue pain that makes me
warrior eye wet
for all eternity.


Nathalia Leão Garcia
April 14th , 2016




quarta-feira, 13 de abril de 2016

FORGIVENESS



I am invested with the power from above
to get rid of the unfair task of judging.
I prefer to exchange soul cuddles
and now walk the paths
strained frustrations,
and pitiless demands.

There is nothing to forgive!
We are just lost souls
Swimming in circles against the current
Castaways who cling to their old fears
Survivors of magnifiers
The soulless prejudice

My compulsion is mitomania
I'm addicted to mystify, mislead me.
I am a collection of idiosyncrasies,
Myriad of dreams,
cosmic dust emotions.
Rereading asleep poems
On sunny mornings.

I don´t explain, neither justify me!
I only ask you 
accept me as I am!
Don´t  slice me!
Swallow me whole without chewing.
Your teeth tear my fragile being.
Your fierce desire to classify.
Scrunch my nerves.

Submit myself to the ineluctable laws
I am a changing!
Processes and losses.
Freed me from the cocoons.
Detachment me of shells.
I seek refuge.
I expose myself to visitors.

Nathalia Leão Garcia

April 13th , 2016


 




segunda-feira, 11 de abril de 2016

MINHA HISTÓRIA DE PARTICIPAÇÃO POLÍTICA

Sempre discuti política em casa desde criancinha. Herdei esta verve dos meus pais e avós. Cresci numa família de revoltados. Meu pai comunista Marxista de carteirinha, jornalista combatia os governos militares, era de um humor deliciosamente sarcástico, tinha por livro de cabeceira O Capital de Karl Marx, filosofava em inglês, francês, italiano, alemão e tinha amigos em todos os botecos da cidade, pois apreciava por demais os fortes venenos lícitos ou não. Ele era fã de Tom Jobim e Vinicius de Moraes e adorava o sol! Tínhamos querelas homéricas eu e ele. Ele era brizolista roxo e isso somado ao fato de se declarar marxista rendia altos embates porque simplesmente eu achava que as ideias dele não correspondiam aos fatos e não entendia as suas contradições, o desafiava a dividir seus ternos Armani, seus sapatos de couro alemão, seu whisky importado 12 anos com os companheiros da sarjeta e pronto... se desfazia a máscara. Definitivamente me acostumei a contestar as falácias e incongruências. Meu avô materno era militar e foi cassado pelo AI1 no golpe militar de 1964, o caldeirão fervia lá em casa e a sociedade dos fins dos anos 60 era muito propício aos debates e embates políticos. Meu avô era linha dura, mas formou-se em Direito com Evandro Lins e Silva e era amigo de Miguel Arraes. Todos tinham polarizações e fortes opiniões e meu passatempo predileto desde cedo era raciocinar em cima destas posições e suas vertentes. Tive uma fonte rica para beber no campo da literatura, era mania de ler na minha casa, contestar os políticos e todo o tipo de discussão. Minha mãe era fã de Carlos Lacerda , trabalhou com ele no tempo do seu Governo neste Estado outrora chamado de Guanabara. Minha mãe era fã de feministas revolucionárias como Marisa Raja Gabaglia, Heloneida Studart, Leila Diniz, Elis Regina e Simone de Beauvoir.
Esta formação fez com que me torna-se contestadora e interessada na participação civil. Tinha Jornal e Partido Político na Escola desde o Ensino Fundamental, assim que ingressei na UFRJ fui à uma reunião na UNE que era uma organização que eu fantasiava com toda a minha inocência como um reduto de jovens intelectualizados, engajados e progressistas. Constatei decepcionada que aquele era um antro de imbecis, burgueses e alienados que promoviam maconhaços e festas em homenagem à Baco regadas à bebida  e drogas entorpecentes! Decididamente não era o meu lugar!  
Após tantos movimentos que presenciei e participei como cidadã na política do Brasil desde a ditadura, a luta pelas diretas já, o saque criminoso e o movimento que redundou no impeachment de Collor e o retumbante florescer da ditadura do banditismo lulopetista que após 13 anos de falência da organização e decência no comando da nação. Chega-se o momento do clímax com as revelações estarrecedoras do Lava Jato, delações premiadas aceitas pelas investigações da Polícia Federal que nos conduzem a esse julgamento de impeachment contra a Presidente Dilma por graves violações da Lei de Responsabilidade Fiscal com a contratações de escandalosos Empréstimos nos Bancos Públicos Bco do Brasil,Caixa Econômica e BNDES para alterações na Gestão Orçamentária e Fiscal.
Ouço os discursos proferidos por grupos antagônicos e busco uma identificação com as bandeiras defendidas para que possa me juntar. Busco uma ideologia para respeitar e confesso que não me encontro em nenhuma. Há perigos de extremos no ar! Ditadores, psicopadas, narcisistas não reconhecem os interesses do povo. 
Hoje o que espero é um caminho em que sejam julgados e punidos os representantes eleitos e nomeados para nos defender e à nossa pátria e que não estão à altura da envergadura das suas missões confiadas!

Nathalia Leão Garcia  

Rio de Janeiro, Segunda- feira, 11 de abril de 2016. 


REFLEXÕES SOBRE A VIOLÊNCIA

Escrevo agora pela necessidade de me pronunciar sobre os acontecimentos atordoantes que se desenrolaram nas dependências de nosso Colégio ...