sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

INQUISIÇÃO



Quem de nós tem poder de julgar?
São sedutoras as provocações.
O desabafo interage com luar.
As opiniões desfilam no palco das ilusões.
Gritos, sussurros e sopros no ar.
Emaranhados, sufocados, reprimidos.
Arrogância, ganância, militância.
Prepotência, onipotência, ausência.
Legitimidade, intimidade, fragilidade.
Como assim você pensa que me invade?  
Como fala o Bruno Menezes: “você daí o que sabe do eu daqui?”
Não qualifico ninguém pra cuidar dos meus ideais.
São plurais os meus ais.
São naturais, surreais,
mas não são Dalí!
São de mim.
Quero distância de falsos templos e tribunais,
que teimam em me enquadrar e limitar.
Minhas asas quero cultivar
Voar e ser livre enfim,  
nem que seja pra professar a fé nos sonhos
e a esperança na promessa de viver em paz!

Rio, 25 de janeiro de 2013.

Nathalia Leão Garcia 

                             "O Julgamento-de-Paris"-Peter-Paul-Rubens

O SUJEITO NA PÓS MODERNIDADE: A INSUSTENTÁVEL FLUIDEZ

                                                                                                        O SUJEITO NA PÓS MODERNIDADE:...