sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

EU ESPERANÇA



Chegaram as férias!
E esses são os meus dizeres
Que sejam solares
Que sejam felizes 
Que me tragam prazeres
Que eu busque meus pares.
Que possa curtir meus quereres.
Que eu sonhe com luares.
Que eu acorde meus amores.

Rio, 01 de fevereiro de 2013.

Nathalia Leão Garcia



quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

ACEITAÇÃO




Somos as nossas contradições, incongruências e dúvidas.
Não somos perfeitos, simétricos nem lineares.
Somos sujeitos a chuvas e trovoadas.
Não somos tudo o que se quer.  
Somos as dádivas e as dívidas.
Não somos a soma dos medos
Somos o talvez, o que der e vier.
Não somos santos nem cínicos
Somos princípio, meio e fim
Não somos a certeza nem a frieza
Somos mais de que a promessa de vida.
Enfim não somos mais do que a beleza da incerteza  
e a liberdade de escolha de ser simples assim.

Rio, 31 de janeiro de 2013.

Nathalia Leão Garcia



sábado, 26 de janeiro de 2013

DESCONCERTADO


O que resta de mim pra além das fronteiras do que sinto?
O que me espera na esquina é o inesperado.
O que procuro é diferente do que encontro.
O que calo não quer dizer que minto.
O que me conforta não é o exato.
O que me dá prazer não está listado.
O que me freia não é o ponto.
O que levo da vida é incontável.
O que me dá medo eu não conto.
O que me faz feliz é um mistério infindável.


Nathalia Leão Garcia 

Rio, 26 de janeiro de 2013.



                                                            Kandinsky, (1923)

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

INQUISIÇÃO



Quem de nós tem poder de julgar?
São sedutoras as provocações.
O desabafo interage com luar.
As opiniões desfilam no palco das ilusões.
Gritos, sussurros e sopros no ar.
Emaranhados, sufocados, reprimidos.
Arrogância, ganância, militância.
Prepotência, onipotência, ausência.
Legitimidade, intimidade, fragilidade.
Como assim você pensa que me invade?  
Como fala o Bruno Menezes: “você daí o que sabe do eu daqui?”
Não qualifico ninguém pra cuidar dos meus ideais.
São plurais os meus ais.
São naturais, surreais,
mas não são Dalí!
São de mim.
Quero distância de falsos templos e tribunais,
que teimam em me enquadrar e limitar.
Minhas asas quero cultivar
Voar e ser livre enfim,  
nem que seja pra professar a fé nos sonhos
e a esperança na promessa de viver em paz!

Rio, 25 de janeiro de 2013.

Nathalia Leão Garcia 

                             "O Julgamento-de-Paris"-Peter-Paul-Rubens

POR VIR


O amor entremeado pelo ar fresco e o mel das palavras!
Nós somos o que partilhamos!
Os atalhos nós driblamos!
Que venham as surpresas!
A verdadeira consciência é feita das brechas em nossas defesas
e é a partir delas que fazemos oposição às nossas certezas.
Pelos 3 anos de luz que vivemos juntos.
Brejeiros anos de um querer que não sossega!
Os sentidos que nos guiem nesta entrega!

Rio, 25 de janeiro de 2013.


Nathalia Leão Garcia 




quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

FELA




Fela, menino doce, fala rascante quando o vento o desafia!
Fia as linhas do tempo que o transforma num grande homem!
Herdou a veia poética do pai e da sua família.
Sobrinho querido que ganhei de presente
com o enamoramento que entrelaçou a minha vida com a poesia!
Fela meu lindo, continua a trilhar este caminho de rosa e espinho!
Reinventa  as dobras do tempo convivendo com o menino e o poeta!
Transforma as trilhas da estrada em letras da canção.
Mui agradecida pela honra da sua admiração!

Rio, 17 de janeiro de 2013
Nathalia Leão Garcia



PRO UFFILHO MEU



Meu menino amado,
desde a sua chegada
o meu mundo ficou melhor.
O que você carrega no olhar
não se compara  à vitória mais esperada
Nas mãos carrega o futuro sonhado.
O som dos seus passos eu sei de cor.
Fez meu coração o mais puro altar
cenário das preces que vivem no exílio
dos que amam pelo prazer de amar.
Meu filho adorado
me ensina uma canção de ninar
que adormeça as dores
E me cubra deste manto de orgulho
Decrete a liberdade e a cura pelo amor
Pra eu nunca mais ficar só no breu.
Ressuscite o sol e seu brilho
vibrando no espectro das cores
somente por um beijo seu.


Rio, 17 de janeiro de 2013.

Nathalia Leão Garcia


MEMÓRIAS DO SUBTERRÂNEO

Talvez não me reste nada além de manter a mentira da felicidade fácil, das juras de amor mais deslavadas. Desavergonhada farsante. É b...