sexta-feira, 11 de maio de 2012

NODES


The key is not sharing.
I´m the daughter´s fault.
We swim in opposite directions.
At the meeting there is no merger.
We got lost in the gates.
We are distant islands.
Castaways who swim against the current.
Two rivers without tributaries.

Losses and gains sleeps in my bed .
My fragments live in indecent intimacy.
I´m process and transition.
I ´m a patchwork of various sizes.
Immeasurable love without composure.
Expelled arbitrary fear.
But do not fool me his lack of candor.
I don´t wire the wires that weave you.


Nathalia Leão Garcia
May 11th 2012.






ELEMENTARY QUESTIONING

ELEMENTARY QUESTIONING

I invite you to reflect with me
Please help me to inquire.

Where are the kisses?
Torn, tattered, unspeakable!
Where's the sharing and complicity?
Where all this vanity will leads us to?

Where are the altars of our desires?
Why I can´t see me
When I´m thinking about you?
Explain to me why?
If the words were lying?
I don’t recognize me in the framed picture.

Tentative thoughts lurking sanity.
Meanwhile,  downstairs egos are struggling
turning the whole truth
in pleasant lies


Nathalia Leão Garcia
May 11th 2012.




quarta-feira, 9 de maio de 2012

QUESTIONAMENTO ELEMENTAR


Te convido a refletir comigo
Vê se me ajuda a indagar.
Pra onde foram mesmo os beijos?
Rotos, esfarrapados, indizíveis!
Cadê o compartilhamento e a cumplicidade?
Pra onde nos leva toda essa vaidade?
Onde estão os altares dos nossos desejos?
Por que não me acho quanto te vejo?
Me explica a razão, se as palavras mentiam.
Não me reconheço nas fotos emolduradas.
Hesitantes pensamentos rondam a sanidade.
Enquanto isso, lá embaixo egos se digladiam
Transformando toda a verdade
Em mentiras aprazíveis.

Nathalia Leão Garcia
Rio, 10 de maio de 2012


ATROZ E ATRIZ


Aprendi a povoar minha solidão.
Escrevo pros meus amigos imaginários
Os mesmos companheiros fictícios da infância.
Vivo em ponto de mutação.
Sou camaleoa, me desgoverno.
Em busca de abrigo para minha paixão.

Meu sem sentido espera um olhar
Que me empreste alguma ordem.
Que me acolha as contradições.
Espero a conciliação dos impossíveis
Alguma coisa que legitime a minha loucura.
Mas que não tente me explicar.

Me exponho até a extrema brancura.
Não sou beata nem peço licença.
Vivo no limite, por um triz.
Aceito que a mudança me faça eterna criança.
Bom humor, inteligência e uma pitada de pimenta.
Pra eu ser na vida sempre aprendiz.

Nathalia Leão Garcia
Rio, 10 de maio de 2012



NÓS

O essencial não se partilha.
Sou filha da falta que faz.
Nadamos em sentidos contrários.
No encontro não existe fusão.
Nos perdemos nos portões de embarque.
Somos ilhas que se distanciam.
Náufragos que nadam contra correnteza.
Dois rios sem afluentes.
Dormem na minha cama perdas e ganhos.
Meus fragmentos convivem em intimidade indecente.
Sou processo e transição.
Sou colcha de retalhos de vários tamanhos.
Amo desmesurado e sem compostura.
Expulso medos arbitrários.
Mas não me engana a sua falta de candura.
Não me fio nos fios que tecem você.


Nathalia Leão Garcia
Rio, 10 de maio de 2012



terça-feira, 8 de maio de 2012

RE-ENCONTRO

Todas as respostas estão dentro de nós.
Essa corrida é inglória.
A paz é oriunda do encontro a sós.
Quanto mais funda a busca, mais linda.
Como é fantástico o reencontro com o eu
Escuta o silêncio que grita no peito.
É preciso muita escavação pra desbravar o interior.
Celebra a expedição que desenha a sua história!

Nathalia Leão Garcia 
Rio, 03 de maio de 2012.


segunda-feira, 7 de maio de 2012

SEMENTE DE AMOR

As fotos não disfarçam a alegria que compartilhamos!
Lembranças de celebrações secretas
Que não dissimulamos. 
Somos cúmplices!
Adorei a  festa e os véus que desvelamos!
Os risos ecoam e fluem em abraços
Acolhem os afluentes de rios caudalosos.
Anos de vida que se reinventa.
Luzes que invadem a cena 
E fazem valer a pena  
Todo amor que semeamos.

Nathalia Leão Garcia
Rio, 07 de maio de 2012 


MEMÓRIAS DO SUBTERRÂNEO

Talvez não me reste nada além de manter a mentira da felicidade fácil, das juras de amor mais deslavadas. Desavergonhada farsante. É b...