quinta-feira, 14 de abril de 2016

TRIBUTE


My soul cries out for light
Desperately lonely soul
Debugs poisons
Forgive the sins

Collapses in the corners
Lost in the alleys

My obscene verses
Blaspheme, slander
Annoy, mislead.

Don´t rely on the wind!
Don´t rely on time!
Abandon illusions!

Nothing can rescue you
from the ignorance´s darkness.
Poor lost soul!
Gasp in clouds.

The delicate sound of thunder.
dethroning virtues
Devastating hope

Whispers of terror
rebel resistance

Not shown!
No one denies!

Just struggling against the rocks.
Stones that insist on blocking
ours routes.

That obscure desire´s object
Envied, worshiped
dust that turns dreams.

I ask only peace
And that a feeling
can answer this point
In its tortuous lines.

Melting glaciers
Open up this jungle clearings
Wild forest dead end  
To be up creek.

Surviving the bumps and hiccups.
In a Homeric battles!


This feeling could
show me an answer
In its sinuous lines.

Wearing my fragility
with tissue pain that makes me
warrior eye wet
for all eternity.


Nathalia Leão Garcia
April 14th , 2016




quarta-feira, 13 de abril de 2016

FORGIVENESS



I am invested with the power from above
to get rid of the unfair task of judging.
I prefer to exchange soul cuddles
and now walk the paths
strained frustrations,
and pitiless demands.

There is nothing to forgive!
We are just lost souls
Swimming in circles against the current
Castaways who cling to their old fears
Survivors of magnifiers
The soulless prejudice

My compulsion is mitomania
I'm addicted to mystify, mislead me.
I am a collection of idiosyncrasies,
Myriad of dreams,
cosmic dust emotions.
Rereading asleep poems
On sunny mornings.

I don´t explain, neither justify me!
I only ask you 
accept me as I am!
Don´t  slice me!
Swallow me whole without chewing.
Your teeth tear my fragile being.
Your fierce desire to classify.
Scrunch my nerves.

Submit myself to the ineluctable laws
I am a changing!
Processes and losses.
Freed me from the cocoons.
Detachment me of shells.
I seek refuge.
I expose myself to visitors.

Nathalia Leão Garcia

April 13th , 2016


 




segunda-feira, 11 de abril de 2016

MINHA HISTÓRIA DE PARTICIPAÇÃO POLÍTICA

Sempre discuti política em casa desde criancinha. Herdei esta verve dos meus pais e avós. Cresci numa família de revoltados. Meu pai comunista Marxista de carteirinha, jornalista combatia os governos militares, era de um humor deliciosamente sarcástico, tinha por livro de cabeceira O Capital de Karl Marx, filosofava em inglês, francês, italiano, alemão e tinha amigos em todos os botecos da cidade, pois apreciava por demais os fortes venenos lícitos ou não. Ele era fã de Tom Jobim e Vinicius de Moraes e adorava o sol! Tínhamos querelas homéricas eu e ele. Ele era brizolista roxo e isso somado ao fato de se declarar marxista rendia altos embates porque simplesmente eu achava que as ideias dele não correspondiam aos fatos e não entendia as suas contradições, o desafiava a dividir seus ternos Armani, seus sapatos de couro alemão, seu whisky importado 12 anos com os companheiros da sarjeta e pronto... se desfazia a máscara. Definitivamente me acostumei a contestar as falácias e incongruências. Meu avô materno era militar e foi cassado pelo AI1 no golpe militar de 1964, o caldeirão fervia lá em casa e a sociedade dos fins dos anos 60 era muito propício aos debates e embates políticos. Meu avô era linha dura, mas formou-se em Direito com Evandro Lins e Silva e era amigo de Miguel Arraes. Todos tinham polarizações e fortes opiniões e meu passatempo predileto desde cedo era raciocinar em cima destas posições e suas vertentes. Tive uma fonte rica para beber no campo da literatura, era mania de ler na minha casa, contestar os políticos e todo o tipo de discussão. Minha mãe era fã de Carlos Lacerda , trabalhou com ele no tempo do seu Governo neste Estado outrora chamado de Guanabara. Minha mãe era fã de feministas revolucionárias como Marisa Raja Gabaglia, Heloneida Studart, Leila Diniz, Elis Regina e Simone de Beauvoir.
Esta formação fez com que me torna-se contestadora e interessada na participação civil. Tinha Jornal e Partido Político na Escola desde o Ensino Fundamental, assim que ingressei na UFRJ fui à uma reunião na UNE que era uma organização que eu fantasiava com toda a minha inocência como um reduto de jovens intelectualizados, engajados e progressistas. Constatei decepcionada que aquele era um antro de imbecis, burgueses e alienados que promoviam maconhaços e festas em homenagem à Baco regadas à bebida  e drogas entorpecentes! Decididamente não era o meu lugar!  
Após tantos movimentos que presenciei e participei como cidadã na política do Brasil desde a ditadura, a luta pelas diretas já, o saque criminoso e o movimento que redundou no impeachment de Collor e o retumbante florescer da ditadura do banditismo lulopetista que após 13 anos de falência da organização e decência no comando da nação. Chega-se o momento do clímax com as revelações estarrecedoras do Lava Jato, delações premiadas aceitas pelas investigações da Polícia Federal que nos conduzem a esse julgamento de impeachment contra a Presidente Dilma por graves violações da Lei de Responsabilidade Fiscal com a contratações de escandalosos Empréstimos nos Bancos Públicos Bco do Brasil,Caixa Econômica e BNDES para alterações na Gestão Orçamentária e Fiscal.
Ouço os discursos proferidos por grupos antagônicos e busco uma identificação com as bandeiras defendidas para que possa me juntar. Busco uma ideologia para respeitar e confesso que não me encontro em nenhuma. Há perigos de extremos no ar! Ditadores, psicopadas, narcisistas não reconhecem os interesses do povo. 
Hoje o que espero é um caminho em que sejam julgados e punidos os representantes eleitos e nomeados para nos defender e à nossa pátria e que não estão à altura da envergadura das suas missões confiadas!

Nathalia Leão Garcia  

Rio de Janeiro, Segunda- feira, 11 de abril de 2016. 


terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

DESABAFO


Falo hoje sobre a insanidade das pessoas. 
Sobre o desrespeito ao ser humano.
 A pouca importância que se dá aos semelhantes
 em especial quando eles já não estão entre nós. 
À título de desabafo, mostro aqui a minha indignação 
contra a falta de respeito pela memória de meus amados entes queridos 
que já se encontram em outro plano e merecem descanso e paz! 
Para que permaneçam em paz e na vida eterna de luz! 
Meu amor incondicional e minhas preces à minha avó Nadyr Arêa Leão, 
meus tios Danilo Arêa Leão e Amílcar Arêa Leão, 
meu pai Eduardo Garcia de Souza e à minha mãe Norma Arêa Leão. 
Eu prometo defendê-los e preservá-los dos pusilânimes e insanos, 
os sem coração, inertes, sem alma, sem ética, impenetráveis e insensíveis! 
Deixemos livres os mortos, não profanemos as suas memórias! 
Não perturbemos o sono profundo dos inimputáveis 
que não estão mais encarcerados nas mentiras e disfarces!  
A vida não é vã! 
O corpo carrega as tradições inúteis,
a alma liberta das fidelidades perversas! 
Traio estas tradições que ocultam a navalha 
que fere profundamente a minha lealdade a minha raiz!  
Repudio os comportamentos levianos! 
Não me encaixo nos seus planos! 
Sou livre para professar o meu amor! 
Chega dessa cantinela de terror! 
Danem-se os seus protocolos! 
Não me fio nas suas sendas de falsidade! 
Daqui por diante declaro-me desnuda e desatada da maldade! 
Quero colos que me acolham e não me cobrem temor! 
Braços que enlacem e mãos que afaguem e não finjam calor! 
Família é a que se faz presente! 
Não aquela emoldurada no riso que mente!  
Precária mente distorcida e miserável! 
Deixo aqui o meu escárnio e repúdio infindável! 

Nathalia Leão Garcia
Rio de Janeiro, 2 de fevereiro de 2016 

                                                   A Morte de Marat

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

#MeuPrimeiroAssédio

Assédio X Maníacos Perto das Escolas. Infelizmente os relatos de assédio se repetem e
a monotonia torna ainda mais lamentável. Porém é hora de denúncia e de lavarmos a
alma. Meu primeiro assédio (ou o que me lembro em primeiro lugar) foi quando tinha
uns 11 anos e foi na porta da Escola Municipal Roma onde eu estudava com a minha
irmã desde os 10 até os meus 14 anos. Fui sozinha para a escola atrasada, pois minha
mãe com a minha irmã mais nova estavam no Hospital Miguel Couto para uma consul-
ta ao oftalmologista. A Praça do Lido onde fica a Escola Roma após a entrada dos alu-
nos costumava ficar deserta e não havia qualquer sinal de segurança. Eu estava unifor-mizada com a saia plissada azul e camisa branca e caminhava pela rua detrás da escola quando um homem de uns 35 anos, aparentemente frágil e doentio se aproximou de
mim para pedir alguma coisa baixinho que não entendi. Ele calmamente repetiu que
queria “uma punheta”. Como era muito inocente não conhecia aquela palavra, pergun-
tei-lhe o que queria dizer . Ele respondeu mostrando o fecho éclair da calça jeans entre-aberto que “queria que eu segurasse o seu pau”. Apavorada com aquela violência ator-
doante só tive a iniciativa de sair correndo e atravessar a rua no meio dos carros em di-
reção à praia. Um medo indescritível me emudeceu , só sentia a boca seca, o grito para-
lisado na garganta, vontade de chorar. Só mais tarde tive coragem de contar a minha
mãe. Tive diversos pesadelos seguidos com essa situação. A estes se somaram outros
assédios em que aprendi a reagir agredindo os tarados, seja com gritos, desaforos ou arremessando a prancheta que levava comigo principalmente quando tinha que pegar
ônibus para ir a escola. Lembro de muitas cenas em que ataquei os nojentos com o que
tinha na hora para me defender. Ainda hoje carrego na bolsa sempre um chaveiro pesa-
do que funciona como um amuleto e me dá a sensação de proteção. Os covardes não se intimidam e atacam as vítimas em muitas situações e em pleno dia. Aprendi com a
minha mãe a partir pra cima e reagir com socos e gritos aos agressores que contam com
o silêncio e vergonha das suas vítimas para agir descaradamente. Não temos como nos tornar invulneráveis a eles a não ser que façamos escândalo! É doloroso falar sobre es-
se assunto. Mas sinto-me mais aliviada quando vejo que os meus traumas são comuns
a outras mulheres e meninas. É assustador ver que esses pervertidos são onipresentes
na história de nossas avós, tias, mães, sobrinhas , filhas, primas, vizinhas, amigas e co-
legas de trabalho, faculdade e colégio, atravessando gerações e séculos sem fronteiras definidas nem países imunes. A cultura machista permeia os continentes e nós mulhe-
res temos que nos posicionar e lutar para que nossos apelos não caiam no esquecimen-
to e banalidade.

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

EU LUTO COMO MULHER


#AgoraÉQueSãoElas é um movimento nas mídias pela ocupação de espaços e protagonismo nas discussões pelas mulheres.

Essa é a provocação que me fez abrir a boca e gritar pela vida das mulheres. Pela luta do direito de ser mulher é inadmissível o retrocesso absurdo que sofremos com a perda de espaços conquistados à duras penas.

Refiro-me aos tão recentes episódios em que mulheres são discriminadas por inúmeras banalidades, preconceitos raciais, de gênero, políticos, mães sofrendo repressão e repúdio por amamentarem as suas crias em público!!!????

Atitudes retrógradas fundamentalistas nos condenam ao retorno às trevas. Precisamos reafirmar posições negociadas no tranco debaixo de saraivadas de cretinices de toda a ordem!

Assim devemos propagar denúncias de violência, de abusos sexuais, pressões psicológicas, assédio moral e toda a sorte de barbárie que proliferam neste planeta em estado de crise por todos os cantos.

Que mundo é esse????

Sofri pessoalmente muita discriminação por ser mulher, trabalhando no meio de homens e muita das vezes pelas próprias mulheres machistas.

Trabalhei com viagens, obras, amamentei meu filho por 1 ano e 2 meses e “fiz ouvido de mercador” para observações do tipo , “amamentar é coisa de pobre” , “ o peito da mulher que amamenta cai” e outras bestialidades!   

Morei sozinha durante muito tempo em minha vida, desde os meus 21 anos até meu primeiro casamento e após a minha separação, durante 15 anos. Ostentei a liberdade indecente de ser mulher. Paguei um preço altíssimo por cada escolha e sei que nunca é fácil.

Sempre discuti os parâmetros, fui criada por mulheres fortes e sozinhas que foram as protagonistas na minha vida, enfrentaram barreiras e empunharam bandeiras para se equilibrarem nesta existência.

Não tive filhas e a convivência com outras mulheres é bastante dificultada pelas pequenas vilezas, picuinhas e ciumeiras de quem sobrevive na competição por atenção. 

Mãe, tias, avó, irmãs, sobrinhas, sogras, vizinhas, colegas de trabalho que não se unem. Sempre me recusei a perpetuar este ciclo vicioso.

Apelo hoje para a nossa vã racionalidade e pelo que nos resta de características humanas para que ocupemos espaços para refletir sobre o nosso papel de fêmeas na mídia, na sociedade, na política, na cidadania e na consciência planetária de um modo geral.

Posicionamento e resistência para manter a democracia e a dignidade.
E você vai ficar aí parada, dinamitada pela impotência?

Somos filhas da revolução feminina !

Nathalia Leão Garcia 
Rio, 04 de novembro de 2015. 







    

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

TUDO O QUE EU QUERIA TE DIZER PAI


O que faltou de ti
Eu queria dizer-te com simplicidade
O quanto sinto a tua falta.
O que sobrou de ti
Esse mar de saudade
Desaguou em mim
Nessa noite líquida da cidade.

O que faltou de ti
Para compreender
Toda essa similaridade
Sem me perder de ti.
Adotei as tuas risadas
E as tuas palavras mais inspiradas.

O que sobrou de ti
Nessa busca pelas tuas pegadas.
O que faltou de ti
Para eu desenhar a minha história
Reescrevo teus abraços com a minha doçura
Que te ofereço em memória
Mapa de signos da minha loucura
Pra te achar
no inventário da minha bravura.

O que faltou em mim
Pra te dizer
O que sobrou em mim
Pra te amar
O que faltou de ti
Pra não me perder
O que sobrou de ti
Pra me completar

Longe de ti
Trago em mim o teu olhar
Pra te perguntar
O que sobrou de ti?

O que faltou de ti
Vive eternamente em mim
Nada se calou
Na sua ausência
O som da Bossa Nova
Vibra e dança em mim.

O que fazer sem ti?
Tenho paciência
Pra esperar por ti
Quando poderei te dizer
Que te carrego em mim
Eternamente como uma menina
Você povoa meus sonhos de infância.

O que faltou de ti  
Hoje me ensina
Tudo o que quero te dizer
O que sobrou de ti
Perfuma o campo florido
Sopra no vento o meu beijo de criança.
Pra te dizer te amo papai querido!


Ao meu pai Eduardo Garcia de Souza

Nathalia Leão Garcia 
Rio, 07 de agosto de 2015. 

                                             


















Eu e meu pai em 1990               


MEMÓRIAS DO SUBTERRÂNEO

Talvez não me reste nada além de manter a mentira da felicidade fácil, das juras de amor mais deslavadas. Desavergonhada farsante. É b...