Sou investida de poder desde o alto
para livrar-me da injusta tarefa de julgar.
Prefiro trocar afagos de alma
e trilhar os caminhos do agora
coados de frustrações,
de exigências impiedosas.
Não há nada para perdoar!
Somos almas perdidas
Nadando em círculos contra a correnteza
Náufragos que se agarram aos seus velhos medos.
Sobreviventes das lentes de aumento
Sobreviventes das lentes de aumento
do preconceito desalmado.
Minha compulsão é a mitomania
Sou viciada em mitificar, me iludir.
Sou uma coleção de idiossincrasias.
Sou uma coleção de idiossincrasias.
Miríade de sonhos,
Poeira cósmica de emoções.
Releitura de poemas adormecidos
nas manhãs ensolaradas.
Não me explico, nem me justifico.
Apenas peço que me aceite como sou!
Não me fatie!
Me engula inteira sem mastigar.
Seus dentes dilaceram meu frágil ser.
Este seu feroz desejo de classificar,
Triturar meus nervos,
Submeter-me à leis inexoráveis.
Sou um ser em mutação!
Processos e perdas.
Liberto-me dos casulos
Desapego-me das carapaças.
Não busco refúgios.
Exponho-me à visitação.
Nathalia
Leão Garcia
Nathalia, você arrasou!
ResponderExcluirUm bom dia pra você!
Oi querida Ângela bom dia!
ResponderExcluirObrigada pelo comentário generoso e estimulante!
Uma semana luminosa cheia de boas energias pra você!
Beijos!